domingo, 10 de novembro de 2013

Eduardo Campos: O “balão de ensaio”

Eduardo Campos: O “balão de ensaio”

Fica cada vez mais provado e comprovado que a pré-candidatura de Eduardo Campos encontra um sério entrave para crescer: Aécio Neves, uma “pedra no meio do caminho!"
10/11/13, 17:53
por Miguel Dias Pinheiro, advogado
C
onfesso que me surpreendi com o desempenho eleitoral da pré-candidatura do pernambucano Eduardo Campos. Faltando aproximadamente oito meses para a campanha eleitoral, não se pode negar que ainda há muito tempo para muita discussão, até mesmo para inesperadas alterações. Como dizem as “raposas” da política, “ainda vai passar muita água por debaixo dessa ponte”. Mas, sua desenvoltura como proponente a presidir o Brasil tem decepcionado, irrecorrivelmente!

Em que pese o tempo, a distancia que nos separa do processo político-eleitoral, as discussões e os confrontos devem se acalorar e podem, indiscutivelmente, mudar o quadro. Porém, o que se apresenta para o momento indica que a investida do nordestino rumo à presidência não passa de um “balão de ensaio”, fazendo lembrar a lição de Rose Amaral, segundo a qual “é uma experiência ou uma tentativa inicial para testar uma ou avaliar uma candidatura. Nos meses que antecedem as campanhas políticas o balão de ensaio geralmente é plantado pelos políticos ou por alguém interessado, com o objetivo de atrair a atenção do eleitorado como uma forma de testar a popularidade de alguém ou de um grupo na formação de chapa”.

Antes de visitar o Piauí para receber um polêmico título de cidadania, Eduardo Campos anunciou em Recife que sua “agenda nacional” começaria por Teresina. Seria, portanto, a primeira capital a ser visitada e tida como uma espécie de “pontapé” para a arrancada rumo ao Palácio do Planalto. Parou por aqui mesmo! Esfriou! “Congelou” no nosso sol escaldante! Eduardo Campos nunca mais falou dessa “agenda nacional” e as últimas pesquisas de intenção de voto começaram a detoná-lo eleitoralmente, pouco a pouco seu desempenho foi sendo minando pela opinião pública.

Na conceituação de Rose Amaral, “o balão de ensaio pode servir para queimar politicamente alguém ou um partido. Pode ser usado para o bem, testando o prestigio de um candidato e até valorizar o seu nome diante da população, mas ao mesmo tempo ele pode ser usado para o mal. Tudo depende da forma como o balão de ensaio será dirigido pelos agentes políticos envolvidos nas formações das coligações e o desfecho que ele terá entre os eleitores. O balão pode fazer alguém subir ou fazer alguém despencar é imprevisível e perigoso”.

Fica cada vez mais provado e comprovado que a pré-candidatura de Eduardo Campos encontra um sério entrave para crescer: Aécio Neves, uma “pedra no meio do caminho!”. Para os analistas, o pernambucano comete um erro político grave ao tentar em vão polarizar o confronto com a presidente Dilma. Antes de tudo - de acordo com as análises -, Eduardo terá que vencer Aécio nas pesquisas para chegar a Dilma. Isso se tornando possível poderá viabilizar sua candidatura. Ao contrário, a chance para naufragar será cada vez maior.

Além de enfrentar os adversários, Eduardo Campos terá ainda a obrigação de mostrar para o Brasil que é melhor candidato que Marina Silva. E do mesmo partido, o que não deixa de ser um imbróglio. Quando o nome de Marina é sugerido nas pesquisas ela tem mais do dobro de intenção de voto do pernambucano. Isso está preocupando o PSB. Até parece que no partido está-se vivendo a lenda do “boi de piranha”, quando o boiadeiro escolhe um animal com menor valor para colocá-lo na água em local acima ou abaixo do ponto de travessia. Enquanto as piranhas devoram o boi escolhido, os demais passam pelo rio e seguem a caminhada sem dificuldade.

Sem Marina Silva como candidata, ao Brasil transparece que o PSB está a alimentar momentaneamente uma “boa mentira”, um “balão de ensaio” que mais cedo do que se imagina poderá implodir, desabar, ruir, desmoronar e/ou explodir em 2014.
Fonte: JL

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