DÍVIDAS: INSS retém o FPM de 170
prefeituras piauienses
MENOS DE 25% DOS VALORES FOI REPASSADO: APPM não tem idéia do
montante das dívidas
O Instituto Nacional
de Seguridade Social (INSS) está retendo os repasses do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) das prefeituras piauienses por débitos com a previdência.
A informação é manchete do jornal Diário do Povo deste sábado. Segundo
informações da Associação Piauiense de Municípios (APPM), cerca de 170
prefeituras estão tendo parte dos repasses do FPM retidos pela Previdência
Social. Há municípios, segundo a APPPM, que receberam menos de 25% dos valores
repassados.
A
APPM não tem dados concretos sobre as dívidas das prefeituras para com a
Previdência Social, e quer que sejam auditadas as contas da Previdência dos
municípios, por considerar que está havendo abusos nos descontos. O presidente
da APPM, Francisco Macedo, informou que a menor das prefeituras está
descontando em média R$ 50 mil por mês para o INSS. "É uma divida
impagável. Já recorremos à Justiça e consideramos que a Previdência está inviabilizando
as administrações municipais", declarou.
Para
o advogado da entidade, Marcos Patrício Nogueira, são retenções de uma dívida
impagável. "Por isso, pedimos auditoria nestas dividas do INSS. As
prefeituras estão sobrevivendo apenas do repasse do ICMS (Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços). Para dar um exemplo, o município de
Uruçuí, são cerca de R$ 8 milhões retidos pelo INSS.
Segundo
ele, os recursos estão retidos e o prefeito não pode utilizá-lo. "O
dinheiro está parado, rendendo juros, mas o município não pode lançar mão dele.
Esse é o único caso do Piauí onde o dinheiro ficou sem utilização",
informou Marcos Patrício. De acordo com o advogado, a solução encontrada foi o
parcelamento junto ao INSS, que é feito de forma compulsória. "Não temos a
consolidação da dividas devidas à Previdência. Do jeito que estão cobrando, é
um débito impagável. Acho que 70% desta dívida não existe. Por isso queremos
uma auditoria nestas contas", completou.
Segundo
a assessoria jurídica da APPM, as dividas são provenientes de multas e não
pagamento da previdência de servidores efetivos e terceirizados das
prefeituras. "A Previdência diz que o município deve. Quando a Previdência
vai repassar algum dinheiro para os municípios, é feito com base na taxa TJLP
(Taxa de Juros de Longo Prazo), algo em torno de 6%. Quando o município deve à
Previdência, a cobrança é feita com base na taxa Selic, que é em torno de 13%.
Como é que paga desse jeito?", questionou o presidente da APPM.
Fonte:
Destaque no Diário do Povo - 22/12/2012 às 08:07h
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